Apple Silicon – saiba o que muda com o novo chip nos Macs

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Créditos: Apple (Divulgação)

No evento “Mais uma coisa” realizado no último dia 10, a Apple anunciou seus novos computadores da linha Apple Silicon que possuem seu chip de arquitetura Arm, o M1. E eles são rápidos, muito rápidos e poderosos. Mas o que muda com tudo isso?

Primeiramente, vamos às características da novidade:

Inspirado nos processadores da linha A que integram iPad’s e iPhone’s, o M1 é um SoC (System-on-Chip) de 8 núcleos de apenas 5 nanômetros com 16 bilhões de transistores e um processador gráfico (GPU) de 8 núcleos integrado.

Agora a primeira questão importante a ser considerada é que a memória RAM é integrada, tirando a possibilidade de um upgrade. Dentro disso, toda a primeira linha disponibilizada de MacBook Air e Mac Mini possui 8gb de RAM, já o MacBook Pro possui opção de 16gb. Os armazenamentos são SSDs e variam de 256 ou 512gb, e também apenas o MacBook Pro possui opção maior que é de 1tb.

Créditos: Apple (Divulgação)

Para usuários, fica ainda uma dúvida e só o tempo dirá: enquanto todos viram o crescimento do iPad se aproximando dos notebooks, acabamos vendo os MacBooks (e até Mac Mini) se aproximarem mais do iPad.

Os ganhos são enormes: melhores desempenhos gráficos (5x mais que a geração anterior intel), processamento (3,5x mais), inteligência artificial (Neural Engine de aprendizado 11x mais rápido), e tudo isso com um menor consumo de bateria. Totalmente silencioso, o MacBook Air por exemplo não possui sequer ventoinha/cooler.

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Mas tudo isso pode causar um impacto no mercado de softwares no futuro.

Isso porque pensando em melhores produtos, o fato de terem seu próprio chipset a exemplo dos seus tablets e smartphones pode limitar os softwares a serem instalados apenas pela loja da Apple. A margem de “garantia” são os dois anos de suporte para processadores intel que a Apple afirmou ser o período de transição, ou até o fim do Big Sur (Mac OS 11), sistema operacional lançado no dia do anúncio que possui o utilitário Rosetta 2, que emula a arquitetura x64/86 da intel para rodar softwares nesse período de transição.

Depois desses dois anos ou do fim Big Sur tudo pode acontecer… se Rosetta 2 continuará disponível, se será possível instalar softwares fora da loja da apple como é possível hoje… só o tempo dirá.

Créditos: Apple (Divulgação)

Para ter uma ideia, apesar de serem voltados para “criadores” e os novos MacBooks e Mac Mini já estarem sendo vendidos, a própria Adobe ainda não adequou o Creative Cloud para essa linha Apple Silicon com chips M1. De qualquer forma, resultados apresentados mostram que mesmo de forma emulada é uma questão de tempo para serem otimizados.

Agora o mais interessante e aguardado acredito serem os novos desktops a serem anunciados em 2021. Uma vez que os M1 foram feitos para mobilidade e atingem números impressionantes, quero ver como serão os processadores de desktops e o que serão capazes na linha iMac e Mac Pro.

Isso porque testes de desempenho por especialistas e criadores de conteúdo que tiveram acesso mostraram que o M1 superou até o iMac 27” com core i9, e o seu processamento gráfico superou o desempenho de algumas placas de vídeo GeForce GTX e Radeon RX.

Créditos: Apple (Divulgação)

Lembrando que a mudança gera um enorme impacto para a Intel, empresa que há anos é referência em processadores mas que agora perde um grande mercado, ao mesmo tempo que vêm sofrendo com o crescimento da concorrente AMD em processadores para PC.

Já disponíveis para compra, os preços começam em R$ 8.699,00 o Mac Mini, R$ 12.999,00 o MacBook Air e R$ 17.299,00 o MacBook Pro. Considerando a alta do dólar, já vimos um impacto positivo no preço de lançamento conforme afirmado pela empresa que seu chip proprietário baratearia custos.

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